Diagnóstico tardio transforma câncer de ovário em vilão feminino

25 NOV 2017


Ele cresce silenciosamente e sem apresentar maiores sintomas. Geralmente, quando detectado, o câncer de ovário já se encontra em estágio avançado e pode disseminar para outras regiões do corpo, como abdômen, pleura, pulmão e fígado. E é justamente por isso que este tipo de tumor é visto com muita apreensão entre o público feminino. Apesar de não ser o de maior incidência, ele já representa 30% de todos os cânceres ginecológicos. Só no Brasil, foram 6.150 casos em 2016, uma média de 5,95 casos a cada 100 mil mulheres, segundo levantamento do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Desse total, estima-se que mais de 3 mil mulheres morram por conta da doença. Um caso recente e bastante comentado na mídia foi o da atriz Márcia Cabrita, que, desde o ano de 2010, combatia o tumor, vindo a óbito no último dia 10 de novembro, aos 53 anos.

Alguns dos motivos que fazem com que o câncer de ovário não seja identificado precocemente são o tamanho do órgão e a sua localização. Por isso, é importante que as mulheres realizem avaliações médicas anuais, com exames de Papanicolaou, sangue, mamografia e ultrassonografias (mama, abdômen total, tireoide, pélvico e transvaginal). Quando algo está errado, os sintomas iniciais são desconforto gástrico e intestinal. "A mulher percebe que o abdômen começou a aumentar de volume de uma hora para outra e também pode sentir dificuldade para evacuar. No entanto, são sintomas inespecíficos. É uma doença silenciosa", declara Altamiro Ribeiro Dias Júnior, chefe do Serviço de Oncologia Pélvica do Hospital Santa Paula, de São Paulo. Ele explica que entre o grupo de risco estão as pacientes com mais de 50 anos, as que nunca engravidaram, que possuem histórico familiar (câncer de ovário, mama, cólon ou cólon não polipoide), com antecedentes pessoais de câncer de mama ou cólon e as que têm mutação do gene BRCA1 e BRCA2. Também fazem parte do grupo de risco pacientes com endometriose, tabagistas, as que fazem terapia de reposição hormonal durante a menopausa, menopausa tardia e obesidade.

 

Prevenção prejudicada

Um exame clínico bem realizado, acompanhando de uma minuciosa investigação por intermédio de exames laboratoriais e de imagem são cruciais para fechar o diagnóstico. "No exame físico podemos identificar, ao toque vaginal, o aumento do ovário em pacientes pós-menopausa e, sem dúvida, os exames de imagem são de grande importância. Quanto aos exames de sangue, posso dizer que o marcador tumoral CA125 é útil no seguimento. Porém, não específico. Ou seja, os níveis altos desse marcador podem estar presentes em doenças benignas, como miomas e endometriose", descreve o Prof. Dr. Roberto Euzébio dos Santos, do Hospital Pérola Byington. Ele diz que, em razão do conhecimento limitado de suas causas, a prevenção para este tipo de tumor é prejudicada, devido à falta de disponibilidade de técnicas para chegar ao diagnóstico precoce. Confirmada a presença do tumor, a cirurgia é o principal tratamento. "Associado a ela, a quimioterapia tem oferecido resultados animadores", afirma o Prof. Dr. Roberto Euzébio dos Santos. No que se refere a tratamento, o Dr. Altamiro Ribeiro Dias Júnior, do Hospital Santa Paula, frisa que a cirurgia só não ocorre no primeiro momento quando é detectado que, realizando o procedimento, não será possível retirar todo o tumor. "Nesse caso, fazemos primeiro a quimioterapia, diminuímos o tumor e, só então, após o término deste procedimento, operamos a paciente", conclui.

Fonte: http://www.metronews.com.br/ultimas/diagnostico-tardio-transforma-cancer-de-ovario-em-vilao-feminino/

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