Mc Talks debate os desafios das pessoas com Esclerose Múltipla

25 AGO 2017

Disseminar o conhecimento sobre a esclerose múltipla. Esse foi o objetivo do MC Talks realizado nesta quarta-feira na Casa do Saber, em São Paulo, transmitido ao vivo na página da Marie Claire no Facebook. Embora 54% dos brasileiros já tenham ouvido falar da doença, 64% se dizem pouco ou nada informados sobre ela, segundo uma pesquisa do Datafolha divulgada em maio.

Mediado pela diretora de redação da Marie Claire, Marina Caruso, o bate-papo reuniu a médica Renata Faria Simm, coordenadora do departamento de neurologia do Hospital Santa Paula, Bruna Rocha, autora do blog Esclerose Múltipla & Eu, e o ator Nando Bolognesi.

O encontro faz parte do movimento #MúltiplasRazões e do Agosto Laranja, campanha que tem como objetivo conscientizar a população sobre a esclerose múltipla. Embora ela atinja cerca de 35 mil pessoas no país, na proporção de duas mulheres para cada homem, é pouco comentada e cercada de preconceitos. "Ainda acham que é doença de velhinho", afirmou Marina Caruso na abertura do evento. A maioria dos casos se manifesta dos 20 aos 40 anos, de acordo com a literatura médica. Ao contrário do que muita gente pensa, não se trata de uma condição psiquiátrica, mas neurológica e autoimune, causada pelo ataque das células de defesa do corpo ao cérebro ou à medula espinhal.

A enfermidade, que na maioria das vezes evolui em surtos, é incurável, mas pode ser controlada com tratamento médico. Renata Faria Simm ressaltou a importância do diagnóstico precoce. "Os pacientes levam de um ano e meio a dois para descobrirem o que têm, a partir do primeiro surto", diz. Segundo ela, as pessoas não sabem qual médico procurar - o certo é o neurologista - e ignoram os principais sintomas, a saber: fadiga desproporcional ao esforço, sensação de formigamento, vista embaçada ou dupla e problemas motores. Na plateia, a bancária Camila Spinelli de Castro revelou que peregrinou por seis médicos antes de receber o diagnóstico. De um deles, ouviu sofrer de "stress ou frescura".

Nando Bolognesi contou que, ao ser diagnosticado com esclerose múltipla aos 21 anos, sentiu-se vitimizado. Aos 49 anos, porém, a vida lhe ensinou duas lições: "A primeira é que temos a tendência de enxergar as dificuldades como problemas, não soluções", afirmou. No seu caso, as limitações motoras impostas pela enfermidade passaram a ser um atributo quando escolheu atuar como palhaço. "O segundo aprendizado é o poder do bom humor de transformar algo trágico em divertido", diz, relatando um sequestro relâmpago com desfecho cômico.

Em um teaser do seu espetáculo Se fosse fácil, não teria graça, Bolognesi rolou no chão para demonstrar que a impossibilidade de caminhar sem a ajuda de duas bengalas não o impede de se locomover. "Em várias situações a vida nos exige atos de coragem e ousadia", disse.

Já Bruna Rocha encontrou nas palavras a maneira de lidar com a condição. Em seu blog, ela narra os desafios da doença e dialoga com pessoas no mesmo barco. Foi por meio da página que conheceu o marido, também com esclerose e pai de seu filho de 8 meses. Embora tenha um componente genético, a esclerose múltipla não é hereditária, esclareceu a neurologista do Hospital Santa Paula. "Mesmo com a doença, fiz tudo que queria na vida", afirmou Bruna Rocha.

Para conviver com a fadiga, no entanto, a blogueira restringiu o número de compromissos na agenda. A adaptação ao trabalho é uma das dificuldades que os doentes sofrem na sociedade. Bolognesi contou que, embora tenha sido aprovado em um concurso público para auditor fiscal, foi impedido de assumir a vaga por causa da esclerose múltipla. O caso está na Justiça.

Na plateia, a bancária Márcia Giudice compartilhou sua história. Cega repentinamente aos 41 anos, escondeu das filhas o problema, mas deu a volta por cima. Aos 60 anos, é formada em duas faculdades, tem pós-graduação e escreveu um livro. Seu relato completo está na edição deste mês da Marie Claire. São narrativas assim que ajudam a quebrar o estigma da enfermidade, disseminar seu diagnóstico e tratamento, além de melhorar a vida de quem tem esclerose múltipla.

Fonte: http://revistaquem.globo.com/Publicidade/Roche/noticia/2017/08/mc-talks-debate-os-desafios-das-pessoas-com-esclerose-multipla.html
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